29 de setembro de 2022

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Federal Reserve (Fed) sinaliza que juros podem subir em breve

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Expectativa era de sinalizações de retirada de estímulos e aperto monetário em meio ao avanço da inflação

O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, sinalizou em comunicado após reunião do seu comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) desta quarta-feira (26), que pode ser apropriado um aumento da taxa de juro em breve.

Nesta reunião, o Banco Central americano manteve a meta da taxa de juros de referência estável entre 0% e 0,25% mas, em um movimento que não surpreendeu, indicou que um aumento de 0,25 ponto percentual em sua taxa básica de juros de curto prazo provavelmente ocorrerá já em reuniões próximas, o primeiro aumento desde dezembro de 2018.

“Com a inflação bem acima de 2% e um mercado de trabalho forte, o Comitê espera que em breve seja apropriado aumentar a meta para a taxa de fundos federais”, disse o Comitê Federal de Mercado Aberto em seu comunicado de política monetária.

O Fomc destacou que completará a retirada das compras de títulos no começo de março e, na sequência, pode ser apropriado elevar a taxa dos Fed Funds.

A expectativa também é de iniciar a redução do balanço do Fed após iniciada a alta das taxas. Os membros do Comitê de Mercado Aberto do Fed também concordaram que gostariam de diminuir as participações do Fed “principalmente” ajustando quanto dos pagamentos de principal recebidos dos títulos em carteira serão reinvestidos, disse o Fed.

“O Comitê está preparado para ajustar qualquer um dos detalhes de sua abordagem para reduzir o tamanho do balanço à luz dos desenvolvimentos econômicos e financeiros”, apontou.

O comunicado também destaca que, segundo os integrantes do Fomc, a economia americana continua a melhorar, mas pondera que a pandemia da Covid-19 continua pesando sobre a atividade. Enquanto isso, os ganhos do mercado de trabalho foram sólidos, e a taxa de desemprego caiu significativamente, enquanto os níveis de inflação permanecem elevados devido aos desequilíbrios entre oferta e demanda.

O comitê também sinalizou que a trajetória da economia continua a depender do curso da pandemia. “Espera-se que o progresso nas vacinações e a redução das restrições de oferta apoiem os ganhos contínuos na atividade econômica e no emprego, bem como a redução da inflação. Os riscos para as perspectivas econômicas permanecem, inclusive de novas variantes do vírus”, reforçou o comunicado.

A declaração do Fomc vem em resposta à inflação em seu nível mais alta em quase 40 anos. Embora o movimento em direção a uma política menos acomodatícia tenha sido amplamente divulgado nas últimas semanas, os mercados americanos nos últimos dias ficaram notavelmente agitados, pois os investidores temiam que o Fed pudesse apertar a política ainda mais do que o sinalizado anteriormente pela autoridade monetária.

A expectativa dos analistas de mercado era de que o Fed sinalizasse seu plano de elevar a taxa de juros em março conforme se foca no combate à inflação. Também esperava-se continuidade do debate sobre como e quando reduzir a carteira de Treasuries e títulos lastreados em hipotecas do banco central.

Jerome Powell, presidente do Fed, concede a tradicional entrevista após a divulgação do comunicado. As autoridades do Fed não forneceram nesta quarta projeções econômicas e para os juros atualizadas.

Durante a coletiva, Powell destacou que as autoridades do Federal Reserve ainda não determinaram a trajetória de qualquer aumento nas taxas de juros, acrescentando que não é possível prever “exatamente” qual será o caminho do aperto da política monetária.

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